2 de março de 2013

amor estranho




Tiras-me o ar. E vejo o tempo parar mesmo á minha frente, sem puder fazer nada. Quero dizer-te que não, e digo que sim. Quero ir-me embora e fico. Quero chorar porque estou magoada, e sorrio para não te preocupar. Deixo os meus problemas para trás, para saber dos teus e poder-te ajudar. E no final do dia, deito-me do teu lado e espero que adormeças para te admirar. Para te dar mais um bocadinho de mim, sem tu saberes. Têm sido essa a minha tarefa nestes longos 11 meses que passaram. Dar-me, dar-me, dar-me, e não me canso de me dar a ti. Sei que guardas cada bocadinho, tratas deles como se fossem bocados de ti. Por teres tanto de mim, é que sem ti, me sinto um zé-ninguém. Sem cor, cheiro, voz… Admito, que já senti vontade de abandonar o barco, de me ir embora sem te dar uma palavra. E nessas alturas não me importava de ir toda nua de sentimentos, porque deixaria tudo para ti. Mas tu sabes meu amor, são momentos de cabeça quente, não seria capaz de abandonar alguém que me dá conforto, amor, compreensão entre outras coisas que não preciso de mencionar, e além disso que é meu amigo.
Tens noção que no dia em que decidirmos fazer caminhos diferentes, eu estarei sem nada. Pois não acho correto pedir tudo de volta. Além disso, tudo o que é meu tu tens trancado em caixas e sei que jamais irias destrancar para me devolver. E nesse dia, se alguém me disser “Estás nua rapariga, veste-te.”, Eu direi “Não tenho com que me vestir, doei tudo á pessoa mais importante da minha vida.”

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