4 de maio de 2012

Vidas Inocentes - Parte 39


*** Carolina ***


Passei o meu fim-de-semana com a Sofia, o bebé já nasceu. É uma menina, e chama-se Luz. Muito pequena, ainda não têm muitas parecenças nem com a Sofia, nem com o Rodrigo. Mas é um bebé amoroso. Já sentia falta da Sofia e do Rodrigo, pois afastamos-nos um bocadinho.
Não comuniquei com o Daniel, ele também não disse nada. E estava disposta em hoje ligar ao Mário, mas primeiro queria o conselho da Sofia.

Carolina- Já não sei o que fazer da minha vida.
Sofia- Segue o teu coração, Carolina.
Carolina- Acho que desta vez deveria ir pela razão, por andar sempre a seguir o meu coração é que só tenho feito porcaria.
Sofia- Acho que é preciso mesmo errar, para se aprender.
Carolina- Deveria falar com o Mário ?
Sofia- Sentes necessidade ?
Carolina- Eu já te expliquei, o Mário sempre me apoiou em tudo. E apesar de esta separação, já dever ter sido á muito tempo, eu preciso de alguém que me apoie incondicionalmente. Pronto, como só o Mário sabe fazer.
Rodrigo- Meninas, desculpem lá interromper mas a minha Luzinha precisa de se alimentar.
Carolina- Eu também me vou embora. O meu pai e a Maria devem chegar daqui a pouco.
Despedi-me e fui para casa.
Sentei-me no sofá, e peguei no telemóvel. Marquei o numero do Mário, e fiquei pensativa.

Mário- Estou
Carolina- Mário...
Mário- Carolina ?
Carolina- Sim sou eu.
Mário- Se vais pedir para falar com o teu pai, pus-o á pouco no avião.
Carolina- Não, queria falar mesmo contigo.
Mário- Em que posso ser útil, menina Carolina ?
Carolina- Ai Mário, em tudo. Sinto tanto a tua falta.
Mário- Carolina ? Está tudo bem ?
Carolina- Deixei-o.
Mário- Que se passou ?
Carolina- Olha, passei-me. Tu sabes, as coisas já não andavam bem. E pronto, na sexta-feira, as atitudes dele fizeram com que rebentasse. E mandei-o embora. Ele pelos vistos também não se importou muito.
Mário- Mas sentes-te bem com o que fizeste ?
Carolina- Faz-me um pouco confusão. Chegar a casa, e não o ter aqui. Perder-me no cheiro dele entranhado nos lençóis e não puder agarrar-me a ele. Estar sem a companhia dele, é algo que me atrofia, mas por outro lado, sinto-me bem.
Mário- Essa relação também já não tinha muito mais para te oferecer. Isso é claro. E prejudicava-te mais, do que, te beneficiava. Tu és nova, vais encontrar alguém que goste de ti tal e qual como és.
Carolina- E se eu já a tiver encontrado, mas que essa tal pessoa esteja muito longe para lhe dizer isso agora ?

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