10 de fevereiro de 2012

Completamos-nos.


Eu pergunto-me, quando é que esta história acaba ? E não é a minha história, é a nossa. A história que já teve mil e um destinos, mas que acaba por ir sempre pelo mais difícil, que é ficarmos juntos. Eu sei que amanhã, ou depois de amanhã, ou até noutro dia, não nos vamos entender mais. Vão se esgotar todas as respostas, a paciência, mas o amor não. O amor nunca. E assim como me pergunto quando é que isto acaba, também me pergunto porquê eu ? Porque é que me escolheste a mim ? Logo eu, que não tenho tempo para tudo. Eu, que tenho nove irmãos para tomar conta, que tenho responsabilidades a mais. Eu, uma rapariga simples, que anda sempre com um sorriso no rosto por mais que sejam as dificuldades. Não entendo. Podias infernizar, e amar a vida de qualquer outra. Porque tens condições para isso. Beleza e carácter não te faltam. Mas sou logo eu.
Não te estou a mandar embora. Gosto quando chego a tua casa, e tenho o jantar feito para os dois, de arrumar o teu quarto como se fosse nosso, de te aquecer os pés nas noites mais frias, de tomar banho na tua companhia, de discutir contigo, de te ouvir falar do teu dia-a-dia. Mas isto consome-me. E cada vez quero mais, e mais. E aquela pessoa que eu dizia não conhecer, hoje conheço melhor que a palma da minha mão. Porque sei todos os teus gostos, todos os teus medos, os teus sonhos. Sei os teus planos, e os buracos que temes. Não temos nada haver um com o outro. E os opostos não se atraem, completam-se.

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