26 de setembro de 2011

vai, mas não desaparece


Hoje lembrei-me que já fez dois anos que não sei nada de ti. É verdade, já não penso tanto em ti. Para quê pensar em algo que já não me pertence, se é que alguma vez me pertenceu ?
Admito que adorava reencontrar-te. Ver como estás. Se estás bem, se a tua vida está a tomar um bom rumo, e no fim, agradecer-te por me teres feito crescer desta maneira. Ensinaste-me a lidar com as várias faces que a vida tem. Que hoje está a ser maravilhosa, mas amanhã pode-se tornar terrível !
Tenho pensado, e realmente admito que a culpa foi toda minha. Se não resultamos, a culpa foi totalmente minha. Dei-te tudo, sem me aperceber que não estavas a dar valor. Até podia dizer que foi um ano deitado ao lixo, mas não. Guardei esse ano que foi passado ao teu lado, na minha memória. Assim quando me disserem que querem ficar comigo, que sou tudo de bom e essas palhaçadas todas que me dizias, eu lembrar-me do que me fizeste. Não foi assim ? Incheste-me de ilusões, que o meu primeiro amor, ia ser primeiro e último, que ia passar o resto da minha vida ao teu lado, que só me querias a mim, mas de repente... já não estás ao meu lado. Se calhar encontraste uma melhor, uma que te desse mais do que eu, coisa que era impossível.
A única coisa que me arrependo é das oportunidades que perdi, das pessoas que ignorei, dos amigos que afastei, de te ter posto no topo enquanto eu para ti estava no fim. Resumindo, arrependo-me de ter feito da tua vida, a minha.
E com isto, tenho a dizer que nunca mais escreverei uma palavra á tua pessoa. Já não o fazia há muito tempo, mas hoje tinha de ser. Visto que a poeira que tu fizeste já tinha pousado toda. Agora que já conseguia pensar com a cabeça e não com o coração.

E queres saber um desabafo pequeno, que não digo a ninguém já há muito tempo ? Continuo com saudades tuas, e á espera que um dia te possa abraçar como o fazia.

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