22 de agosto de 2011

Vidas Inocentes - Parte 13


***


Não preguei olho a noite inteira, e o Daniel também mal dormiu. Estávamos os dois inquietos, pela minha presença. Eu sentia falta da minha irmã, e de certeza, que ele não se sentia bem por dormir comigo. De manhã quando o meu despertador tocou, já tínhamos os dois saído da cama.

Carolina- Desculpa Daniel, não te volto a incomodar.
Daniel- Estás a falar do quê ?
Carolina- De ter vindo cá passar a noite.
Daniel- Incomodar ? Se eu não te quisesse cá, não tinha aceitado tu vires cá dormir.
Carolina- Pareceste-me inquieto com a minha presença durante a noite.
Daniel- Não era pela tua presença, era porque eu sabia que tu não estavas bem, o que não me põe bem a mim também.
Carolina- Já estou melhor.

Sorri, e beijei-lhe a testa. Fui tomar banho, de seguida foi ele.
Daniel- Sentes-te bem entrarmos juntos na escola ?
Carolina- Já devias saber que não permito a ninguém que se meta na minha vida.
Daniel- Isso é um sim ?
Carolina- Tonto.

Fomos para a escola, e fui a correr procurar a Sofia. Apesar de ter passado a noite com o Daniel por uma má causa, foi bom. E ás vezes as coisas más tem que acontecer, para as coisas boas também acontecerem. A meio da tarde o David quis falar comigo.
David- Carolina, olha sei que não somos próximos, e nem amigos ou colegas de turma nos pudemos chamar, porque sinto uma grande raiva a pairar entre nós, mas queria que essa raiva deixasse de existir. Eu não percebo porque é que sentes um ódio tão grande por mim.
Carolina- Eu não sinto ódio por mim, até porque é um sentimento muito feio. Só irrita-me esse ar de quem seduz todas. Irrita-me, e não posso fazer nada.
David- Posso tirar este meu ar a falar contigo, se quiseres.
Carolina- Não tens que mudar nada. Tu és assim, e ponto.
David- Mas eu quero ser teu amigo. Não há razões para não sermos.
Carolina- Tudo bem.
Que estranho. Ele era engraçado, mas continuava-me a irritar.

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