21 de agosto de 2011

Vidas Inocentes - Parte 12


***


Fui ter á porta da Sofia, que por sinal, era um quarteirão da dele. Fiquei lá coisa de cinco minutos e ele apareceu.
Daniel- Que se passa ?
Carolina- Abraça-me. Não digas nada, abraça-me só.
E ele deu-me um abraço que valeu por três, apertou-me tanto que até foi capaz de aquecer o meu coração.
Carolina- Nunca mais vou ser feliz, pois não ?
Daniel- Deixa de ser tonta, e dizer coisas parvas. Óbvio que vais! Se for preciso, eu faço-te feliz.
Carolina- Só se for preciso ?
Daniel- Estou sempre contigo.
Fomos até casa dele. Ele abriu-me a porta e eu entrei. Era uma casa pequenina, mas arrumada e acolhedora.
Daniel- Fica á vontade, não está cá ninguém.
Carolina- Onde vou dormir ?
Daniel- Na minha cama, eu durmo aqui no sofá, ou então levo outro colchão e deito-me lá ao lado da cama.
Carolina- Dorme comigo então.
Ele não respondeu, só sorriu. Fomos comer, e depois emprestou-me uma t shirt dele, e fomos-nos deitar.
Carolina- Posso agarrar-me a ti ?
Daniel- Óbvio tonta.
Carolina- Sabes, gosto de estar contigo.
Daniel- O que se passou para vires cá dormir ?
Carolina- O meu pai já não quer saber de nós. E agora arranjou outra mulher, e eu não aceito isso.
Daniel- Carolina, estás a ser injusta. É normal ele precisar de uma pessoa que o apoie, e que lhe dê carinho. Está a cair em fraqueza.
Carolina- Se ele nos apoiasse a nós, nós apoiávamos-o a ele.
Daniel- É diferente. Ele quer-se sentir amado.
Não respondi. Deu-me um beijo na testa, de seguida no nariz, e depois beijou-me a sério. Sentia-me realizada. Tinha uns lábios que deixava muito a desejar.
Daniel- Vá dorme. Não vou sair daqui

9 comentários: