16 de agosto de 2011

Vidas Inocentes - Parte 10


***


Daniel- Sabes que por mim é na boa, mas quem vai lá estar ?
Carolina- Eu, a Maria, e o meu pai talvez. Ainda não tenho a certeza.
Daniel- Se ele não levar a mal é na boa.
Sorri que significava a confirmação. Necessitava de ter o Daniel perto de mim. Sentia-me segura perto dele, e isso fazia-me sentir bem. A Sofia entretanto chegou, cumprimentou-me a mim e ao Daniel, e ao Rodrigo, mas de maneira diferente. Deu-lhe um beijo na boca. Eu o e Daniel fingimos que não vimos, e o Rodrigo ficou muito envergonhado. Chegámos á escola e já estávamos cinco minutos atrasados. Eu e a Sofia fomos para a nossa aula, o Rodrigo e o Daniel foram para a deles. Na sala tinha de me sentar ao lado do David, como sempre. Ele era tão irritante!
Carolina e Sofia- Stôra desculpe o atraso.
Professora- Meninas ponham-se na ordem. Vá entrem lá.
David- Elas agora andam entretidas com os meninos giros cá da escola, sabe como é stôra.
E com este comentário fez com que a turma toda se ri-se. Cambada de anormais. Irritou-me, e eu não me controlei.
Carolina- E o que é que tu tens a ver com isso ? Eu cá posso andar entretida com quem eu quiser, que não devo justificações a ninguém. Poe-te mas’é na tua vida. Ah, desculpa. Não tens uma vida, tinha-me esquecido.
A Sofia só me apertava o braço, para eu me calar.
Professora- Carolina, nem precisa de pôr mais nenhum pe’zinho dentro da sala. Rua.
Carolina- Se vou para a rua por mostrar a esse otário que não sou como as amigas dele que se derretem todas por ele falar com elas, então vou com todo o prazer. Com licença.
Bati a porta. Exagerei. Comecei a chorar compulsivamente. Agora sentia falta da minha mãe. A minha vida estava virada de pernas para o ar. O meu pai pelos vistos, tinha arranjado outra mulher. A minha irmã depende de mim para crescer, quando nem eu ainda cresci o suficiente. A minha mãe abandonou a vida. Só me valia a Sofia.
Daniel- Carolina, está tudo bem ?
Não respondia. Pus as mãos na cara, e deixei-me deslizar pela parede até ao chão. Ele sentou-se ao meu lado e abraçou-me. Tocou para o entrevalo. Levantei-me, e limpei as lágrimas.
Carolina- Obrigada por me apoiares mesmo sem palavras.
Sorriu, piscou-me o olho, e deu-me um beijo na bochecha. Foi-se embora. Fiquei ali á espera da Sofia.
Sofia- Ok. Desta é que te passaste de vez.
Carolina- Ele ainda não me viu passada.
Sofia- Calma, ignora-o Carolina. Ele vem aí.
Olhei para ele com cara de quem o estava a enfrentar.
David- Olha, escusas de olhar assim para mim porque estou aqui em paz. Só vinha perguntar o que te fiz, para me tratares sempre tão mal.
Carolina- Não percebes que nem um bocadinho de ti tem piada, que tudo o que dizes para mim não faz nexo, e o teu ar de garanhão dá-me nojo.
David- Pronto, ainda bem que nunca vamos ser capazes de fazer as pazes. É que gosto muito da tua testa franzida quando estás chateada.
Começou-se a rir á gargalha. Ignorante …

4 comentários:

  1. obrigada pelo teu comentário. adorei, como sempre :)

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  2. oh que fofinho o Daniel, bem o David é mesmo parvo, mas ele nao gostará da Carolina? huummm.
    quero ler mais , esta lindo

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