22 de julho de 2011

sabes...


Não quero mais procurar o teu cheiro na minha pele, quero apagar tudo, até os momentos bons. Aqueles que um dia disse que nunca ia apagar. Passe quem passar, tu vens sempre ao de cima. A tua voz bate em todos os cantos da minha cabeça. Já passou dois anos, e ainda me vejo presa nesta história. Só queria ter-te mais uma vez, e puder-te dizer tudo o que ficou por dizer. Queria mostrar-te que os teus berros já não me intimidam, que já consigo resistir ao teu sorriso, aos teus braços, ao teu cabelo, a ti, e ao teu perfume. Contar-te que já fiz de mim uma mulher, e que não deixei mais nenhum fazer o que tu fizeste. Abriste as portas quando entraste, e fechaste quando saíste. Contigo levaste o ar, o meu sorriso, a minha meiguiçe. Mas deixa, eu recuperei. E depois de te dizer isto tudo, dava-te um beijo suave nesses teus lábios que eu me lembro de tocá-los como se fosse hoje. Foste tudo o que me ensinou a rir, e a chorar. A lutar e a desisitir. Foste a melhor e a pior coisa que me passou na vida. Mas talvez preferisse ficar na ignorância e não saber o que é amar, nem sentir saudades do que sofrer em silêncio como sofro.

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