7 de julho de 2011

amor descontrolado [Parte 16]


Mariana
***


É mesmo porco. Acha que me deita abaixo com isto ? Magoa-me mas não me derruba. Sou forte o suficiente. Gostava de conseguir fazer-lhe mal, mas gosto demasiado dele para isso. Queria agarrar na Leonor, e dizer-lhe para abrir os olhos, que o menino dela não é o que ela pensava. Mas gosto dele, e sei que a Leonor representa um pilar na vida dele. Porque é que ele não olha para mim da mesma maneira ? Já não falo em amar-me com tudo o que tem, mas podia não querer-me mal que eu já ficava contente. Depois daquele episódio triste e ridículo, tivemos uns dias sem dizermos nada um ao outro.
Viver sem ele já não era a mesma coisa. Tínhamos que falar sobre o que tinha acontecido. Decidi ir a casa dele. Vesti os meus calções de ganga, o meu caicai preto, e os meus vans também pretos. Pus-me a caminho. Naquele percurso só pedia, para ele estar em casa. Acabo de chegar, e vejo a janela do quarto dele aberta. Toquei.
(...)
P- É mesmo a Mariana, ou estou a ter uma miragem ?
M- Precisamos de falar.
Entrei, e estava nervosa. As minhas mãos suavam. Antes de chegar tinha tanta coisa para lhe dizer, e ali desvaneceu tudo.
P- Sim... Fala Mariana. Não precisas de ter medo, receio ou lá o que estejas a sentir. Afinal de contas és a minha melhor amiga, não é ? (Solta uma gargalhada)
Os nervos sobem-me á cabeça.
M- Tu achas bem o que fizeste ? Sabes o que é gostar de uma pessoa, e sentir que ela só nos goza e só faz pouco de nós ?
P- Sinceramente, não porque nunca passei por isso. Mas também não quero saber.
Comecei a gritar, e a chorar.
M- Porque é que me fazes isto Pedro ? Eu não mereço. Eu estava disposta a largar tudo por ti. Tanto me tratas bem como me tratas mal! Que mal é que eu te fiz ? Explica-me porque eu não aguento mais estes apertos no peito.
As palavras começam-se a misturar com o choro, então calo-me. Sento-me na cama, e ponho as mãos na cara.
P- Escusas de chorar porque não resolve nada. Tivemos uma aventura, e agora sabes o que temos ? Absolutamente nada. Acho que nem uma amizade se safa desta história toda.
M- Então porque é que voltaste a acordar os meus sentimentos por ti, quando eles já estavam adormecidos ? Eu já não os sentia, e tu voltaste a pô-los ao de cima porque ?
Ele agarra-me no braço e faz-me levantar. Não lhe olho nos olhos, não me sentia capaz para isso. Com o dedo, faz com que ponha o rosto para cima. Beija-me, e acabámos a tarde deitados na cama, nus. Mais uma aventura para ele ? Talvez. Tinha o coração congelado.

Ps: O fim aproxima-se caros leitores.

9 comentários:

  1. Oh, esta acabar? Tenho gostado muito de a ler :D

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  2. ai, estou mortinha para que chegue o final!
    está linda a história, porra.

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  3. esta lindo, amei
    pena que esteja quase no fim
    beijinho linda

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  4. o pior é não é só parecer, tudo o que me rodeia, o sítio onde eu moro, está cheia de lembranças dele :) obrigado!

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  5. tenho um desafio para ti ,querida ♥
    «http://soraiatorres.blogspot.com/p/desafios.html»

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  6. adorei, é pena que esteja a chegar o fim. depois vais fazer outra história? :)
    Ps: tenho um desafio para ti no meu blog, vai lá espreitar :p

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