19 de abril de 2011

avó, és minha !

Eu tenho ciúmes, é verdade. Seco-lhe as lágrimas quando não lhe fazes as vontades, mas quando ela te chama de 'vó, eu juro que me passo. Eu é que era a tua menina, lá por tomares conta dela de vez em quando não significa que já te possa chamar de avó. Pelo menos, por mim, não pode. E não me peças para lhe dar um desconto, só porque tem cinco anos. Eu tenho ciúmes. Tu sabes o quanto me mimaste, o quanto me habituaste a ter o teu colo só para mim. Era tão bom o teu cheirinho a dona de casa. A mulher que dedica o tempo todo, aos seus. E isso sempre considerei meu. Óh avó, eu até não me importava se eu soubesse que estava contigo 24 horas sobre 24 horas, mas já nem o meu lugar na tua cama é certo. Tu compraste uma cama mais pequena, porque pensaste que eu não iria mais pousar lá. Lembro-me desse dia como se fosse hoje. "Óh filha, a avó comprou outra cama mais pequenina porque tu já estás crescida, e já não precisas de dormir comigo.". Quem te deu essa informação, foi muito mal dada. Quando parece que menos mostro que preciso, é quando mais preciso. Mas eu desculpo-te, tu já estás velhinha. És a minha adorada avó, e eu com o tempo vou aceitar o facto de ela achar que és avó dela. Se calhar nunca teve uma avó para lhe acarinhar o tempo todo, e contar-lhe coisas difíceis que ela não percebe, mas até gosta. Mas não experimentes fazer-lhe a papa de banana e bolacha que me fazias, se não aí é que a expulso do meu território. Amo-te 'vó .

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