9 de outubro de 2010

nossa tarde

No fim daquela tarde, estávamos nós sentados num banco de jardim, e falámos de tudo e mais alguma coisa, sentia a cumplicidade a léguas, gostava cada vez mais do quente do teu ombro encostado ao meu, e do conforto do teu olhar , a confrontar o meu. Sabia que não era a coisa mais certa que estava a fazer, mas era ali que me estava a sentir bem ! Pela primeira vez, decidi esqueçer tudo, e tornar-me numa pessoa sem pensamentos. Apenas o teu nome batia constantemente na minha cabeça . Ambos virámos a cara para o lado oposto um do outro. Ficámos sem assunto. Fiquei com medo, que dissesses que tinhas que ir embora, mas senti a tua mão a entrelaçar-se na minha. Não conti o sorriso, ele foi mais forte. Tive uma enorme vontade de me enroscar nos teus braços, mas não me queria mostrar carne fraca, e apenas retribui as festinhas na mão. Fizemos confissões um ao outro, contaste-me os teus pontos fracos, sem medo que eu um dia usasse isso para te deitar abaixo, e ouviste os meus . Fizeste-me promessas, e eu apenas disse para não prometeres coisas que não podias cumprir, e tu afirmaste que nem todos são cabrões sem sentimentos. Desculpa ter medo, e não puder confiar e entregar-me a ti, assim como tu confias e entregaste a mim ! Se tu soubesses o quanto te estás a apoderar de mim .

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